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Com a falta de gás, preço do produto sobe

12 de novembro de 2012   

Consumidores relatam custos de até R$ 80; valor normal do produto é de R$ 43.

A falta de gás de cozinha está provocando o aumento no preço do botijão em Limeira. O desabastecimento está acontecendo por conta da greve dos trabalhadores das distribuidoras de gás GLP em todo o Estado.
Até a semana passada, a média do preço do botijão era de R$ 43. De doze estabelecimentos visitados pelo Jornal de Limeira, apenas um comércio manteve este valor. Nos outros, a média subiu para R$ 50. No Procon de Limeira, entre anteontem e ontem, seis pessoas buscaram orientações de como proceder com este aumento repentino. “Teve consumidor que chegou a cotar o botijão a R$ 75, R$ 80. A princípio, este aumento excessivo não se justifica pela greve”, afirma o diretor do órgão, José Reinaldo de Campos Júnior.
A justificativa dos comerciantes para o aumento do preço é o custo adicional que estão tendo para comprar a mercadoria em outras cidades. Alguns afirmaram que estão buscando os botijões em outros estados. O diretor explica que o Procon vai apurar caso a caso, mas para que isto seja feito, é necessário que os consumidores realizem reclamações formais no órgão, com apresentação de documentos, dados da empresa, recibos ou nota fiscal. “A princípio, estamos apurando, mas ao que tudo indica, o aumento é injustificável, mas tem que ser feito o registro do consumidor para podermos apurar e fazer os devidos encaminhamentos para fiscalização, prática de conduta proibida e até pedir esclarecimentos na ANP (Agência Nacional do Petróleo)”, diz.
A orientação é pesquisar os preços antes de comprar o produto, mas como na maior parte dos estabelecimentos o estoque está praticamente zerado, esta atitude fica mais difícil. “Acredito que esta situação já está caminhando para ser resolvida. As pessoas não precisam se desesperar e estocar gás em casa. A decisão da Justiça em exigir 40% da distribuição já deve dar uma melhorada e a tendência é que isso se resolva nos próximos dias”, opina Júnior.

FALTA
Apesar da decisão judicial em exigir que 40% da produção e do escoamento sejam mantidos, a liminar não está sendo cumprida no Estado. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados do Petróleo, Gerson de Oliveira Martins, a produção ainda está parada porque no documento, apenas os trabalhadores do sindicato que ele representa foram mencionados. “Na liminar, não constam os trabalhadores responsáveis pelo transporte porque o Sindicato dos Condutores não foi citado. Não adianta engarrafar se não tem como escoar o produto”, afirma.
O Sindigás, sindicato patronal, por meio de nota da Assessoria de Imprensa, repudiou o descumprimento da liminar. “O Sindigás buscará apoio das autoridades para garantir que os sindicatos cumpram a ordem judicial, de forma a garantir o abastecimento do produto. A entidade aguarda que a Justiça tome, com celeridade, a decisão sobre o impasse com os trabalhadores para que a população não seja ainda mais penalizada com a greve”, informou a nota.
Os reflexos são sentidos no município porque todos os estabelecimentos procurados pelo Jornal de Limeira sofriam com o baixo estoque. Os poucos que ainda tinham botijão para vender atendiam ao telefone com a frase “por enquanto tem”, mas a grande maioria, mesmo comprando de outras cidades, já não tinha mais produtos na parte da tarde. Sem previsão para abastecer o estoque, um estabelecimento liberou os funcionários e fechou as portas no meio da tarde.
Uma reunião foi realizada ontem à tarde entre os sindicatos, mas sem chegar a um acordo, a greve dos trabalhadores das empresas distribuidoras de gás continua. Na terça-feira, será realizada uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região de Campinas para, segundo Martins, julgar o mérito da paralisação.

Fonte: http://jlmais.com/index.php?option=com_k2&view=item&id=101736:com-a-falta-de-g%C3%A1s-pre%C3%A7o-do-produto-sobe&Itemid=149 – Acesso em 09/11/2012